sexta-feira, 26 de maio de 2017


Bibliotecas Escolares e as Tecnologias

  Quando se fala em Bibliotecas Escolas, (BE) a imagem que me vem á cabeça, é a de alguém numa carroça com livros, distribuindo-os pelas crianças, estas correm em direção á carroça e com um sorriso nos lábios. Esta imagem reporta-me aos países do terceiro mundo.
  Felizmente que as coisas vão evoluindo e a tecnologia está lado a lado de quase tudo o que faz parte da nossa vida, uma delas é as BE.
  Gostaria só de vos deixar um exemplo de alguém conhecido, ele é invisual mas usa perfeitamente um computador, então juntamente com a Biblioteca Municipal de Vila Nova de Gaia, esta é municipal mas está também destinada a alguns anos escolares, pode então atualmente usufruir dos livros em formato áudio (mp3) ou em formato digital, no qual o PC depois irá ler a partir de um programa específico para os cegos. A biblioteca está muito bem organizada, com listas de livros nestes formatos e á medida que vão aparecendo mais a biblioteca informa através de email (neste caso) o estudante/ leitor.
  Os bibliotecários têm tido um desempenho fundamental, quer via email ou telefónica, estes usufruem de uma literacia digital que é necessário em casos de ajuda.
  Como se pode verificar este é um exemplo que mesmo um ser humano com NEE pode utilizar uma biblioteca quando esta está munida de tecnologia atualizada.
  As BE devem responder às necessidades dos alunos por isso devem estar em constante evolução e preparada com equipamentos, recursos e serviços necessários, como também professores/bibliotecários competentes.
  Mas atenção, não é só implementar e tudo acontece, há que fazer um estudo prévio do que pode ser melhorado e como, esta deve ser organizada, estruturada, funcional e com uma boa gestão, pois além de ser um espaço de informação hoje em dia também se tornou um espaço de cultura, logo deve ser atrativo e aberto.
  A nível da tecnologia as Bes  estão a evoluir. A web 2.0 tem uma imensidão de ferramentas cheias de potencialidades de modo a que suportarem as necessidades dos alunos.
  Web 2.0 permite aos seus usuários serem não apenas recetores ou consumidores de informação, mas também comunicadores entre si e construtores ou produtores de conteúdo, sendo ao mesmo tempo utilizadores/autores (Santos et al, in Moreira & Monteiro, 2012). 
  Mas é importante referir que existem riscos associados a utilização principalmente da internet. O excesso de informação pode causar confusão e por sua vez incompetência na filtragem de informação.
  Além de se considerarem nativos digitais não implica que dominem tudo o que existe na internet.
  "Do mesmo modo, não podemos assumir que por nascermos em Portugal falamos e escrevemos corretamente o português (MARQUES E LAGARTO,2011)".
  Falando um pouco dos professores/ bibliotecários, este deve ter um papel ativo, não só no conhecimento de toda a informação existente na biblioteca, mas ter competências a nível das tecnologias, de pedagogia e deve apoiar os alunos e professores.
  Tudo isto tem um custo e a evolução das BE depende dos recursos financeiros existentes por parte das câmaras municipais, juntas das freguesias ou mesmo voluntários, por isso cada BE é diferente e única, mas é importante o trabalho de colaboração e partilha.
  As BE é um elo entra as escolas, pois os alunos passam muito do seu tempo lá, quer quando não tem aulas ou mesmo através de algumas visitas realizadas por docentes.
  Hoje o prazer de ir a uma BE é completamente diferente, mas continuam haver falhas seja por falta de recursos ou de má gestão, mas estamos o caminho certo, pois as crianças já vêm as BE como um lugar simpático e curioso.
 
Bibliografia
CONDE, E., (?), A Integração das Tecnologias de Informação e Comunicação na Biblioteca Escolar, disponível em http://elearning.uab.pt/pluginfile.php/502655/mod_resource/content/5/4_integracao_tic_be.pdf
Moreira, J. A. & Monteiro, A. (Orgs.) (2012). Ensinar e Aprender Online com Tecnologias Digitais: Abordagens Teóricas e Metodológicas. Porto: Porto Editora.
 
 

 
 

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