Bibliotecas Escolares e as Tecnologias
Quando se fala em
Bibliotecas Escolas, (BE) a imagem que me vem á cabeça, é a de alguém numa
carroça com livros, distribuindo-os pelas crianças, estas correm em direção á
carroça e com um sorriso nos lábios. Esta imagem reporta-me aos países do
terceiro mundo.
Felizmente que as
coisas vão evoluindo e a tecnologia está lado a lado de quase tudo o que faz
parte da nossa vida, uma delas é as BE.
Gostaria só de vos
deixar um exemplo de alguém conhecido, ele é invisual mas usa perfeitamente um
computador, então juntamente com a Biblioteca Municipal de Vila Nova de Gaia,
esta é municipal mas está também destinada a alguns anos escolares, pode então
atualmente usufruir dos livros em formato áudio (mp3) ou em formato digital, no
qual o PC depois irá ler a partir de um programa específico para os cegos. A
biblioteca está muito bem organizada, com listas de livros nestes formatos e á
medida que vão aparecendo mais a biblioteca informa através de email (neste
caso) o estudante/ leitor.
Os bibliotecários têm
tido um desempenho fundamental, quer via email ou telefónica, estes usufruem de
uma literacia digital que é necessário em casos de ajuda.
Como se pode
verificar este é um exemplo que mesmo um ser humano com NEE pode utilizar uma
biblioteca quando esta está munida de tecnologia atualizada.
As BE devem responder
às necessidades dos alunos por isso devem estar em constante evolução e preparada
com equipamentos, recursos e serviços necessários, como também professores/bibliotecários
competentes.
Mas atenção, não é só
implementar e tudo acontece, há que fazer um estudo prévio do que pode ser
melhorado e como, esta deve ser organizada, estruturada, funcional e com uma boa
gestão, pois além de ser um espaço de informação hoje em dia também se tornou
um espaço de cultura, logo deve ser atrativo e aberto.
A nível da
tecnologia as Bes estão a evoluir. A web 2.0
tem uma imensidão de ferramentas cheias de potencialidades de modo a que
suportarem as necessidades dos alunos.
Web 2.0 permite aos seus usuários
serem não apenas recetores ou consumidores de informação, mas também
comunicadores entre si e construtores ou produtores de conteúdo, sendo ao
mesmo tempo utilizadores/autores (Santos et al, in Moreira & Monteiro,
2012).
Mas é
importante referir que existem riscos associados a utilização principalmente da
internet. O excesso de informação pode causar confusão e por sua vez
incompetência na filtragem de informação.
Além de
se considerarem nativos digitais não implica que dominem tudo o que existe na
internet.
"Do mesmo modo, não
podemos assumir que por nascermos em Portugal falamos e escrevemos corretamente
o português (MARQUES E LAGARTO,2011)".
Falando um
pouco dos professores/ bibliotecários, este deve ter um papel ativo, não só no
conhecimento de toda a informação existente na biblioteca, mas ter competências
a nível das tecnologias, de pedagogia e deve apoiar os alunos e professores.
Tudo isto tem um
custo e a evolução das BE depende dos recursos financeiros existentes por parte
das câmaras municipais, juntas das freguesias ou mesmo voluntários, por isso
cada BE é diferente e única, mas é importante o trabalho de colaboração e
partilha.
As BE é um elo entra
as escolas, pois os alunos passam muito do seu tempo lá, quer quando não tem
aulas ou mesmo através de algumas visitas realizadas por docentes.
Hoje o prazer de ir a
uma BE é completamente diferente, mas continuam haver falhas seja por falta de
recursos ou de má gestão, mas estamos o caminho certo, pois as crianças já vêm
as BE como um lugar simpático e curioso.
Bibliografia
Moreira,
J. A. & Monteiro, A. (Orgs.) (2012). Ensinar e Aprender Online com
Tecnologias Digitais: Abordagens Teóricas e Metodológicas. Porto: Porto
Editora.